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sábado, 25 de abril de 2009

Hiroshima Devora Brazilian Cajuns

Há algumas semanas fui ao Pub Fiction ver o Hiroshima Me Devora tocar. Já tinha visto o show de estreia da banda, mas depois disso parei de acompanhar. E foi por isso que fiquei impressionado e feliz ao ver esse outro show. O diversificado público do Pub estava aplaudindo mesmo a banda, cantando a maioria das músicas e dançando muito.

Entre o belo repertório misto de músicas próprias e covers, a banda faz uma versão da música “Prelúdio” da (extinta?) Zero Bhala, além de covers de Bidê ou Balde, Pixies e outras coisas bacanas. Entre as próprias, o Hiroshima tem “Mathias Rust”, uma das músicas maringaenses mais bacanas do ano passado.

Fora o Hiroshima, tocou também na mesma noite, a banda de londrinense Brazilian Cajuns que faz uma mistura desses billys da vida. Por vir do mesmo lugar e apresentar, o que aparenta ser a mesma proposta, é impossível não comparar o Brazilian Cajuns com o Fabulous Bandits, e aí eles saem perdendo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Marcelo Mendes e Os Bacanas – Mendes, Marcelo


Uma vez comentei aqui sobre o lançamento de um disco solo do Marcelo Mendes e expliquei a falta que senti d’Os Bacanas como banda de apoio dele nas novas produções. Depois disso o Marcelo entrou em contato comigo e me enviou o disco “Mendes, Marcelo” dele junto com Os bacanas. Seguindo a minha política interna de resenhar qualquer disco que eu recebo, achei melhor publicar meus comentários.

Das 12 músicas desse disco, umas cinco ou seis eu já conhecia e gostava bastante. O disco é recheado de belas canções com boas letras. Seja clichês do rock como “Eu quero te comer com carinho/Eu quero comer com amor/ Mas por favor não esqueça o velho Rock’n’Roll” ou nas homenagens “Saudades tenho das pornochanchadas, do topless, da Sônia Braga”.

Resumindo: Marcelo Mendes e Os Bacanas é uma boa banda de Jovem Guarda na atualidade. Os caras sabem aproveitar as influências e fazer algo original em cima delas.

Influência mesmo é o disco de 1971 do Erasmo Carlos, “Carlos, Eramos” (já começa pelo nome). Marcelo Mendes fez o seu disco baseado no disco do Erasmo (com direito a chiado de vinil). “26 anos de uma vida normal” virou, na versão de Mendes, “27 anos de uma vida besta”; “Masculino, feminino” do Éramos, virou “um homem, uma mulher” no disco de Mendes e por aí vai.

sábado, 7 de março de 2009

Mini Cassete Recorder - Schwarzenegger

Dando uma caçada em material pela internet me deparei com a demo Schwarzenegger da banda Mini Cassete Recorder. Antes de baixar o disquinho, procurei mais informações para não passar por possíveis frustrações.

O nome é bom, o da demo então, é melhor ainda: Schwarzenegger!. Na internet tem elogios da crítica, bons comentários e umas definições do tipo “lo-fi-noise-experimentais”.

Me senti sacaneado quando coloquei para tocar o som. Achei que ouvira música, mas é só barulho. Só fui perceber que estava ouvindo música na quinta faixa da demo, a “Pequena (19122)”. Todo o resto é desinteressante, chato e perturbador. Tudo bem, a segunda, “Exsex” também é audível, mas isso porque ela tem menos de 2 minutos.

Uma coisa é verdade: o som é realmente “lo-fi-noise-experimental”. Uma viagem de barulhos irritantes nonsense. Mas sei lá, deve existir alguém que goste. Se quiser tentar, clique aqui e baixe.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Homiepie - Fireworks

Tive muito medo de ouvir o Homiepie quando vi o tramavirtual indicando o EP Fireworks como uma das coisas mais indie dos últimos tempos. Eles diziam coisas como “indie, colorido e assumidamente nerd”. Depois que eu vi a foto divulgação do trio paulistano eu me assustei, era realmente tudo aquilo que o Trama dizia.

Depois de alguns meses não tive escolhe, acabei ouvindo o EP do Homiepie na casa de um amigo e me impressionei. O som faz a linha “música bonitinha”, é tranqüila e bem feita apesar de toda simplicidade e da gravação caseira.

O Homiepie faz parte dessa nova onda de bandas lo-fi-folk-indie-pop-listras-handmade-cool (e mais várias outras palavras clichês do momento), que na verdade fazem muito mais do que isso, ou pelo menos algumas fazem.

Bom, rótulos, gêneros, cenas e essas coisas todas a parte, o Fireworks é divertido, bom e impressionante. Ah, e tem de graça para baixar aqui.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Zombilly #10

Esperava bem mais gente na Base na Zombilly #10. Talvez o preço tanto do convite quanto das cervejas tenha afastado o possível público, mas enfim, a festa foi bacana. Primeiro porque era a estréia da banda maringaense Prof. Astromar e Os Criadores de Lobisomem, segundo porque tinha uma banda gringa na parada. Foi a típica noite em que as poucas pessoas presentes vão se lembrar daqui alguns anos com frases como “é, eu também estava lá”, igual ao show do Gramofocas ou do Zumbis do Espaço aqui na cidade.

Bom, o Prof. Astromar e Os Criadores de Lobisomem é uma banda bacana. No repertório tem de tudo. Tem rock sujo e garagem que, como antecipou Renatão realmente lembra Walverdes, tem as influências inegáveis dele também, no rock nacional de Brasília do final dos anos 80, incluindo cover de bandas como Plebe Rude, e tem uma baladinha que me lembrou até a Inimitável Fábrica de Jipes. Isso, claro, sem falar no clássico do Zé Ramalho, “Mistérios da Meia-noite” que abre o show.

A segunda banda foi a londrinense The Brown Vapire Catz. Uma banda típica da Zombilly, e com um show impressionante. Já tinha ouvido algumas vezes o som e tinha gostado, mas o show dos caras é ainda melhor.

O Chibuku, a banda da Alemanha que fechou a noite foi na verdade um pouco frustrante. A banda ta mais para punk/hardcore do que Psychobilly. Os caras têm uma presença de palco boa, principalmente o guitarrista das anteninhas na cabeça, e com muito esforço e sem desanimar tentaram empolgar o que sobrou do público, mas acho que só o Raphão caiu nessa.

Aqui no blogue do Andye tem mais fotos do show.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Marcelo Mendes - Oi, tudo bem?

Conheci Marcelo Mendes e Os Bacanas através do Senhor F em um single virtual. Desde o começo gostei bastante da banda. Um lance meio jovem guarda com grandes pitadas de humor. Logo que ouvi o single, saí procurando sobre a banda pela internet. Vasculhei em tudo quanto é lugar e não encontrei muita coisa. O que encontrava não era nada de novo, informações repetidas em lugares diferentes.

Continuei procurando informações frequentemente, mas ainda não achava nada. Hoje de manhã entrei no Armênios para dar uma olhada e lá estava um novo EP inteiramente novo e disponível para download.

“Oi, tudo bem?” é o novo disco do Marcelo Mendes, dessa vez de uma forma completamente lo-fi e sem Os Bacanas. O disco é interessante, o espírito jovem Guarda e o humor continua afiado, mas ainda assim, não chega aos pés das outras canções lançadas antes com Os Bacanas. Talvez pela qualidade da gravação, talvez pela falta de uma banda de apoio, como Os Bacanas, que não foi suprida ou superada pela “Incrível Banda Portátil” que se faz presente nesse EP.

De qualquer forma, baixe o novo EP do Marcelo Mendes, é de graça e vem com um brinquedo. Clica aqui.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Lestics - 9 Sonhos

Não lembro onde achei o Lestics, mas desde quando ouvi achei o projeto bem interessante. Os dois figuras da banda eram da Gianoukas Papoulas, uma outra banda bem bacana. Essa, se não me engano conheci através de um desses singles virtuais que o Senhor F lança.

Mas voltando ao Lestics, em 2007 eles lançaram seu segundo trabalho composto por nove músicas e intitulado como “9 sonhos”. Um disco bem bacana, um lance bem acústico pop com uma pegada folk.

Não sei qual é o problema do Lestics, talvez ele se torne enjoativo com o tempo. Ou talvez eu não goste da metade de álbum. Sei que se o disco tivesse apenas as quatro primeiras músicas ia ser genial. “Elefantes”, que abre o trabalho e “Alguma Coisa Me Diz”, a terceira, são as melhores. Não que depois da quinta nenhuma preste, “O Rio” e “Tropeço” são boas, mas não superam nenhuma das quatro primeiras.

Ah, se você ficou curioso para ouvir "9 Sonhos", clique aqui é baixe gratuitamente! Lá também tem o primeiro disco da banda que segue a mesma linha desse.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Garotas Suecas - Dinossauros

Confesso que não era dos mais fãs de Garotas Suecas há algum tempo atrás. Tempo que eu digo é mais de ano. Sabe, na época que rolava “Corina” nos lugares por aí, não via nada demais na banda. Cheguei a tocar a música na rádio. Não era ruim, isso é verdade, mas também não me agradava o suficiente.

Há uns dois ou três meses atrás vi alguma coisa sobre a banda ter ido para os Estados Unidos fazer show, turnê ou coisa do tipo. Fui procurar um som novo para ouvir e acabei me deparando com o EP “Dinossauros”.

Dinossauros é fantástico! 5 músicas sensacionais que remetem ao rock nacional do final da década de 60 até o meio da de 70! Jovem Guarda, Tropicalismo, uma mistura dos teclados do Lafayette com as trips dos Mutantes. Algumas músicas até me lembram Gilberto Gil na sua melhor fase exilado do país. Tem até uma partindo para o funk que dá um gostinho Tim Maia & Toni Tornado.

Para quem ficou curioso, no Tramavirtual deles tem o EP. É só entrar aqui e baixar de graça. Quem quiser só ouvir, entra aqui no Myspace.
 
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